quinta-feira, 28 de maio de 2009

A Coréia do Norte tem o direito de defender-se


A Coréia do Norte é um dos países mais ameaçados do mundo. Tal como o Irã e o Iraque, foi incluído por George Bush no "eixo do mal". Contra os norte-coreanos recai um enfurecido bloqueio econômico e político.

Os imperialistas do Japão, da Coréia do Sul e dos Estados Unidos coçam as mãos ansiosos pelo momento de atacar a Coréia Socialista.

Espalham pelo mundo inteiro, através da mídia colonizada e colonialista, de que a Coréia do Norte é uma ameça à paz mundial.

Mas, em quantas guerras a Coréia do Norte esteve envolvida nos últimos 50 anos?

Qual o país que possui tropas ocupantes e bases militares em todas as regiões do planeta? É a Coréia do Norte?

Quem invadiu Iuguslávia, o Afeganistão e o Iraque, para ficarmos apenas nas vítimas mais recentes?

Quem reativou uma frota militar para patrulhar as águas da América Latina?

A Coréia do Norte não é uma ameaça para a paz.

Pelo contrário, foi a Coréia do Sul que aderiu ao tratado militar proposto pelos Estados Unidos para controlar o comércio da península da Coréia.

E não se deram nem ao trabalho de inventar uma nova desculpa. Utilizaram o mesmo surrado e mentiroso argumento das armas de destruição em massa.

Entretato, são os Estados Unidos os primeiros a violar o Tratado de Não Proliferação Nuclear.

Por esse tratado, não apenas a fabricação de novas armas deve ser evitada, mas também os países que as possuem deveriam desmontá-las. Os Estados Unidos, ao contrário, gastam bilhões de dólares no desenvolvimento e aprimimoramento de armas cada vez mais letais.

Quem impediria os Estados Unidos de atacar a Coréia do Norte?

A ONU?

Igual como ela fez com o Iraque?

Todos os países têm o direito de defender seu povo e território.

É isso que os norte-coreanos estão fazendo.

E, diga-se, com muita coragem e competência.

Clique aqui para ver um site de notícias produzido pela Coréia do Norte

Clique aqui para ver fotos da Coréia do Norte

sábado, 23 de maio de 2009

Dinheiro fácil (às nossas custas)!


Entra governo, sai governo e a ladainha privatizante é a mesma:

O governo não tem dinheiro para investir, a iniciativa privada vai modernizar o setor, blá, blá, blá...

Porém, ato-contínuo à privatização, eis que a empresa que ganhou o leilão vai às portas do governo.

Fazer o quê?

Pedir dinheiro emprestado!

Ora, se o problema era que o governo não tinha dinheiro pra investir, como é que acha dinheiro pra emprestar?

Por exemplo, na semana passada, o BNDES emprestou R$ 756 milhões para o grupo espanhol OHL que venceu o leilão de cinco importantes rodovias federais no Sul e Sudeste do país, entre elas a Fernão Dias que liga São Paulo a Belo Horizonte. (clique aqui)

O BNDES não divulgou a taxa que a OHL vai pagar pelo empréstimo mas, mesmo assim, já estuda um novo empréstimo ao grupo espanhol.

E isso porque estamos falando de estradas, um empreendimento que nem sequer envolve transferência de tecnologia.

Assim é muito fácil ganhar dinheiro!

Aliás, a mesma OHL registrou um aumento de 101% do tráfego pagante de pedágio e um crescimento de 40% da sua receita em relação ao ano passado.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O petróleo precisa voltar a ser nosso


Apesar da resistência popular, a sanha privatizante de FHC, o sombrio, atingiu a Petrobrás.

O governo do PSDB vendeu 1/3 das ações da Petrobrás por menos de 10% do seu valor na bolsa de Nova Iorque.

Os tucanalhas acabaram também com a exclusividade da estatal na extração de petróleo, obrigando a Petrobrás, que durante décadas investiu no Brasil, a concorrer com outras multinacionais que não investiram nada e nem tem compromisso com o desenvolvimento nacional.

Clique aqui para ler a entrevista de Fernando Siqueira, presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobrás)

Para regular essa competição, criou-se a ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Como se não bastasse, essa ANP preocupa-se antes de tudo em garantir os interesses das multinacionais do petróleo, realizando leilões de reservas bilionárias a preço de banana.

Uma prova disso é a presença de Nelson Narciso Filho, funcionário da Helliburton, empresa petrolífera do ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, na direção da ANP. (clique aqui)

Aliás, semana passada, a ANP negou um pedido da Petrobrás de prolongamento do tempo de exploração de áreas do Pré-Sal na Bacia de Santos. (clique aqui)

Portanto, se o governo Lula quisesse realmente acabar com os intereses de rapina sobre o petróleo do Brasil, deveria demitir todos os diretores da ANP por incompetência e entreguismo.

Mas, se estivesse realmente interessado em defender os interesses nacionais, deveria seguir o exemplo de Evo Morales e nacionalizar a Petrobrás e o petróleo do país.

A CPI da Petrobrás é mais uma desesperada tentativa dos tucanalhas de realizar seu grande sonho lesa-pátria: privatizar a Petrobrás e botar a mão no Pré-Sal.

Mas o tiro pode sair pela culatra.

Ao mecherem na Petrobrás, o PSDB expõe a urgente necessidade de anular as privatizações realizadas por FHC, o sombrio.

Agora, Lula não pode mais ficar em cima do muro.

Ou defende a Petrobrás e nacionaliza de fato e de direito o petróleo do Brasil, ou vai assistir, como cúmplice, a mais um crime do PSDB contra a nação.

O PETRÓLEO PRECISA VOLTAR A SER NOSSO.

sábado, 16 de maio de 2009

Não nos enganemos: O PSDB quer privatizar a Petrobrás



A proposta de CPI da Petrobrás não engana ninguém.

É mais uma tentativa dos tucanalhas de realizar seu grande sonho lesa-pátria: VENDER A PETROBRÁS.

A Petrobrás é o símbolo da economia nacional.

É a prova irrefutavel da superioridade das empresas estatais sobre a ganância do setor privado.

Sua criação é fruto de uma das mais memoráveis campanhas populares da história do Brasil.

Campanhas como essas, nos dias de hoje, recebem sempre a caluniosa acusação de serem "populistas".

Mas a Petrobrás mostra a todos e a todos os momentos a mentira e o entreguismo dos tucanalhas.

Privatizar a Petrobrás (e o Banco do Brasil) era uma idéia fixa de FHC, o nefasto. (clique aqui)

FHC, do alto de sua arrogância, queria propor inclusive a mudança do nome da empresa para Petrobrax. O sufixo "brás" assim como tudo que remete ao nome de nosso país é um tormento constante para todos os tucanalhas.

Agora, o PSDB quer inventar uma CPI, mais um factóide, para pressionar o governo na hora de regulamentar a exploração do Pré-Sal.

Assim, mais uma vez, o PSDB defende os interesses dos Estados Unidos. (clique aqui)

Mas, como ignorantes que são, os tucanalhas deram um tiro no pé.

Ao mexerem na Petrobrás, o PSDB acende o orgulho patriótico do povo brasileiro.

Só que é justamente esse sentimento que a imprensa colonizada gasta toneladas de jornais e revistas para mantê-lo adormecido.

Tucanalhas, prestem atenção e aprendam de uma vez por todas:

A Petrobrás NÃO será privatizada!

O PETRÓLEO É NOSSO!

(Na próxima postagem: o que o governo deveria fazer - e não está fazendo - para defender a Petrobrás)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Trabalhadores não aceitam redução de direitos


Os trabalhadores da Randon S. A. , em Caxias do Sul (RS) ,deram um exemplo a ser seguido por todos os trabalhadores do Brasil.

Em Assembléia, eles negaram a continuação da diminuição de seus direitos trabalhistas. (clique aqui para ler)

A Randon é um grande conglomerado industrial do ramo de autopeças. Alegando prejuízos com a crise, a empresa propôs uma redução de 10,8% nos salários dos trabalhadores.

Ou seja, como todos os capitalistas do mundo, os diretores da Randon queriam que os operários pagassem pela crise.

Mas os operários não são os responsáveis pela crise.

Não foram eles que lucraram bilhões com a especulação financeira.

Por que tem que cair sobre seus ombros os custos da crise?

A verdade é que as empresas preferem repassar seus prejuízos aos trabalhadores ao invés de reduzir seus lucros.

E, se possível, utilizar a ameaça do desemprego para reduzir direitos trabalhistas. (clique aqui para ler)

Pior: mesmo quando os trabalhadores aceitam a redução do salário, ainda assim as demissões são realizadas.

Na própria Caxias do Sul, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, 6 mil trabalhadores foram demitidos mesmo após aceitarem a redução do salário.

A proposta da redução de direitos é uma afronta à classe trabalhadora.

Os trabalhadores não podem pagar pela crise!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A mudança não pode esperar


O que deve fazer um governo de esquerda logo após ser eleito?

Deve, imediatamente, iniciar seu programa de reformas? Ou deve implementar reformas aos poucos, sem um enfrentamento direto com os setores conservadores?

Apesar de admitir que a situação possa variar de caso a caso, penso que a regra geral é que as mudanças devem ser postas em práticas, de forma clara, imediatamente após a posse.

É verdade que essa estratégia terá como consequência toda a sorte de ataques, mentiras e provocações, típicas da reação conservadora. No passado a UDN, hoje PSDB/PFL e seus representantes Veja, Globo, Folha de São Paulo e etc.

Mas a opção contrária é ainda pior.

Ela deixa com que as forças progressitas que levantaram-se e venceram as eleições sejam desmobilizadas.

Cria o risco que o govenro perca-se em meio à administração cotidiana da máquina pública que, além do mais, será ainda mais díficil devido aos ataques da reação.

Penso que conseguir que o povo continue mobilizado após as eleições é o grande desafio. É apenas com essas forças que um governo de esqueda pode contar com segurança.

Evo Morales nacionalizou os gás e o petróleo da Bolívia nos primeiros meses de seu governo. Rafael Corrêa propôs uma nova - e melhor - constituição para o Equador também logo no início de seu mandato.

Como disse o economista francês François Chesnais em uma entrevista há alguns anos, o presidente Lula deveria ter convocado, logo após a posse em 2002, ou ainda durante a transição, uma grande assembléia no Maracanã e convocado o povo para defender as reformas que sua eleição simbolizou.

Isso o teria poupado de se ver obrigado a "negociar" com o PMDB de Sarney e o PTB de Roberto Jefferson.

Pouparia também a muitos de nós de termos que votar no Lula principalmente para não permitir o desastre que seria a volta do PSDB.

Talvez eu possa ser questionado por subestimar o poder dos conservadores.

Mas, de que adianta um governo de esquerda que não executa as mudanças pelas quais o povo tanto espera?


sexta-feira, 8 de maio de 2009

A quem interessa o vazamento de informações?


A operação Castelo de Areia, executada pela Polícia Federal, descobriu indícios de um esquema de financiamento ilegal de campanha envolvendo a Camargo Corrêa, a Fiesp e vários partidos, a maioria da oposição. (clique aqui para ler)

A suspeita começou quando os agentes da polícia gravaram uma ligação em que os diretores da Camargo Corrêa acertavam uma doação “por fora” a esses partidos.

Segundo as notícias veiculadas pela imprensa, o Senador Agripino Maia, do PFL do RN, recebeu "por fora" R$ 300 mil da Camargo Corrêa. (clique aqui para ler).

Para quem não lembra, Agripino Maia é aquele senador que reclamou com a Ministra Dilma Rousseff por ela não ter colaborado com a ditadura.

Não me arrisco a afirmar que essas gravações são verdadeiras. A imprensa colonizada não merece esse crédito.

Mas, pergunto: a quem interessa o vazamento de operações ANTES de sua conclusão?

Logo após a notícia, começaram os já previsíveis ataques contra a PF. O argumento é que houve um "vazamento seletivo" de informações com viés político, objetivando prejudicar a oposição.

"A Polícia Federal exorbitou", disse Agripino.

"Esta história está com toda a pinta de trapalhada", emendou o presidente do PSDB, Sen. Sérgio Guerra.

"Pior que grampo é a interpretação do grampo", completou o Dep. Marcelo Itagiba, do PMDB.

Gostaria de perguntar ao nobre deputado: que outra interpretação pode ser feita de doações "por fora”?

Se, digamos, a gravação fosse de um ministro do PT falando sobre doações “por fora” ao MST, qual seria a interpretação que o Dep. Itagiba faria?

Agora, o STF permitiu que o Sen. Agripino tenha acesso às informações sigilosas da operação. (clique aqui para ler).

Ou seja:

SE HOUVE MESMO UM VAZAMENTO SELETIVO DE INFORMAÇÕES ELE FAVORECEU O SEN. AGRIPINO E OS DEMAIS CITADOS.

Essa tática, aliás, é a mesma usada contra a Operação Satiagraha, que prendeu Daniel Dantas.

Mais uma vez o foco da investigação passa a ser os "excessos" e a "pirotecnia" da PF.

Enquanto que o investigado (que nem sequer foi indiciado ainda) ganha tempo e informações privilegiadas para montar sua defesa, atrapalhar a investigação e destruir as possíveis provas incriminadoras.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Perguntas sobre a expansão dos biocombustíveis


O governo dos EUA anunciou, no dia 05/06, um plano de estímulo para a produção e difusão do álcool combustível.

O valor do plano é de US$ 1,9 bilhões de dólares.

O objetivo é quadruplicar, até 2022, a quantidade de álcool adicionada na gasolina utilizada pelos carros norte-americanos. (clique aqui para ler)

Esse é mais um claro sinal de que a agroindústria dos biocombustíveis deve crescer muito na próxima década.

Entranto, para que esse crescimento represente um ganho social algumas perguntas devem ser respondidas com urgência, principalmente no caso brasileiro:

1 - Quando os direitos trabalhistas e as condições dignas de trabalho chegarão às lavouras de cana?

Ainda hoje, os trabalhadores da cana são submetidos a um regime de exploração desumano, com centenas de casos de trabalho escravo, chegando ao cúmulo de presenciarmos trabalhadores morrendo por fadiga.

2 - Quem impedirá que a produção de biocombustíveis leve a um aumento dos preços dos alimentos prejudicando principalmente os países pobres?

Essa preocupação foi levantada, com razão, pelo camarada Fidel Castro. O aumento da produção das matérias primas para os biocombustíveis pode se dar em detrimento da produção de alimentos. O resultado seria um aumento dos preços dos alimentos, sendo os países pobres os mais prejudicados. A situação fica ainda pior por ser justamente os países pobres, com grande concentração fundiária, os que mais sofrerão pressões econômicas e políticas para essa substituição.

3 - A quem vai pertencer essa nova riqueza?

A perspectiva de crescimento dos biocombustíveis tem levado a um aumento da procura por terras propícias à plantação de cana. Muitos dos novos proprietários são empresas multinacionais. Tal como aconteceu com o petróleo, o álcool e todas as riquezas do Brasil devem pertencer ao povo brasileiro.

Se esses problemas não forem enfrentados de uma maneira democrática e revolucionária os biocombustíveis servirão apenas para aumentar ainda mais os lucros de alguns poucos latifundiários e industriais.

A propósito, o pacote anunciado pelos EUA não fala, em nenhum momento, na revogação das barreiras tarifárias impostas ao álcool brasileiro.


segunda-feira, 4 de maio de 2009

"É uma empresa alimentícia, mas tem um banco lá dentro"


No Brasil, dentre as várias empresas que tiveram prejuízos milionários com a crise financeira, a Sadia foi um dos casos que mais chamou a atenção.

Estima-se que o prejuízo foi de R$ 760 milhões.

O mais impressionante é que a Sadia é uma empresa alimentícia e esse prejuízo foi decorrente de operações tipicamente financeiras. No caso, operações com derivativos.

Os derivativos são uma inovação financeira que se popularizou nos anos 1980/90 e que permite que os agentes apostem sobre a variação futura de um determinado ativo.

A Sadia apostou que o real ia continuar sobrevalorizado em relação ao dólar. Veio a crise, o real se desvalorizou e a Sadia perdeu a aposta.

Observem:

Não houve um surto de gripe aviária ou outra doença catastrófica nas granjas da Sadia. Não houve secas nem enxentes que justificassem esse prejuízo.

Muito menos houve uma queda da necessidade das pessoas de consumir frango, presunto, etc.

O que aconteceu com a Sadia é uma consequencia da financeirização do capital. Da supremacia do capital financeiro sobre o capital industrial.

As palavras do ex-diretor da Sadia, Adriano Lima Ferreira, apontado como principal responsável pelo prejuízo são explícitas:

"A Sadia possui uma tesouraria semelhante a de um banco ... é uma empresa alimentícia, mas tem um banco lá dentro ... tanto é que a auditoria independente da empresa usava, para área financeira, uma equipe de auditoria de instituições financeiras" (Jornal Gazeta Mercantil, 09/04/2009)

Na esfera financeira, o capital se valoriza sem o intermédio da produção. Mas, como ensinou Marx, sem a esfera produtiva - e, portanto, sem trabalho - não há criação de riqueza. O capital financeiro é um capital fictício.

Não é uma questão de regulação. Não é uma questão de "confiança". Não há plano de auxilío bilionário, seja ele feito pelo Bush, pelo Obama ou por quem quer seja, que impeça que novas crises aconteçam.

As crises são inerentes do sistema capitalista.