quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Renialdo Azevedo é um gênio da Ciência Política


Amigo leitor, você acha que, em uma democracia, a vontade da maioria deve prevalecer?

Foi isso que você sempre ouviu falar? É nisso que você acredita?

Pois você deve rever seus conceitos!

Reinaldo Azevedo, colunista da Revista Veja, o principal partido de direita do Brasil, acaba de inaugurar um novo paradigma da Ciência Política.

Na edição de Veja de 11/02/2009, pág. 97, ele diz:

"A democracia é tão importante que, se preciso, tem de ser preservada até mesmo da vontade da ... maioria"

Incrível! Genial!

Reinaldo Azevedo conseguiu fazer um avanço sintético espetacular na Ciência Política.

Agora fica assim:

Se a Veja apóia, é democrático.

Se a Veja é contra, é ditadura.

Fácil, não?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Jarbas Vasconcelos quer ser o Gabeira do Nordeste


O Senador Jarbas Vasconcelos concedeu uma entrevista "polêmica" à Revista Veja.

O Sen. Jarbas diz estar desapontado com a política e que o PMDB é um partido corrupto. De tão decepcionado, coitadinho, disse que não vai mais disputar nenhuma eleição.

Essa entrevista é um dos maiores embustes da política nacional recente.

Como sabemos, o Sen. Jarbas é um dos integrantes da bancada escravista do Congresso. Em 2007, ele foi um dos cinco senadores que tiveram a vergonhosa atitude de proibir o Ministério do Trabalho de punir o trabalho escravo no Pará (clique aqui para ler).

Ele diz que não pensa mais em eleição.

Então tá. É mais fácil que se realize o santíssimo desafio de passar um camelo pelo buraco de uma agulha!

JARBAS SÓ PENSA EM ELEIÇÃO.

Ele foi o principal derrotado da eleição municipal do Recife, no ano passado. Seu afilhado político e principal sucessor do "jarbismo", Dep. Raul Henry, teve apenas 16% dos votos na capital pernambucana, depois de ter passado quase toda a campanha patinando em menos de 10%.

Jarbas faz beicinho para que a direita de Pernambuco e do Brasil fique ensalsando seu nome para a eleição de 2010. Algo, aliás, que já começou. (clique aqui para ler).

Quem sabe, uma vaguinha de vice na chapa do Serra.

JARBAS QUER SER O GABEIRA DO NORDESTE.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Prof. Dalmo Dallari: "STF pracisa de mudanças"


O Professor Emérito da Faculdade de Direito da USP, Dalmo Dallari, foi o entrevistado do programa Arena Livre da TV da Assembléia Legislativa de SP em seu especial sobre os 20 anos da Constituição.

Nele, o Prof. Dallari alerta para o constante interesse das elites em reduzir os direitos sociais e dos trabalhadores presentes na Constituição de 1988.

Entre outros pontos importantes, destaco as acertadas críticas que ele fez sobre o STF e seu presidente, o empresário Gilmar Mendes.

Primeiro, o Prof. Dallari relembra o artigo por ele publicado em 2002 quando da indicação de Gilmar Mendes para o STF (clique aqui para ler). Esse artigo é de uma clarividência impressionante. O Prof. Dallari afirmava no artigo que a indicação, por FHC, de Gilmar Mendes era uma "declaração de guerra" ao Poder Judiciário e denunciava a manobra para manter no poder, através do controle do STF, os grupos ligados ao governo tucano mesmo após a posse de Lula.

Como medidas para mudança no STF, o Prof. Dallari propõe:

1. Eleição por parte da comunidade jurídica nacional (juízes, advogados, OAB, faculdades, etc.) de uma lista tríplice a ser apresentada à Presidência da República. O presidente teria que escolher um dos três nomes apresentados para indicar como membro do STF. Hoje, o presidente pode escolher quem ele quiser.

2. Mandato de dez anos para os membros do STF. Hoje, o mandato é vitalício.

3. O STF passar a ser uma corte específica para tratar da Constituição.

Recomendo fortemente que todos assistam a entrevista na íntegra (vídeo acima).

As atitudes recentes do STF, principalmente de seu presidente, o empresário Gilmar Mendes, envergonham toda a nação.

Procuradores de vários estados já pediram o impeachement do empresário Gilmar Mendes (clique aqui para ler).

Atitude que, com certeza, tem o apoio de toda a população.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Retirar direitos trabalhistas é ruim para a Economia

Os capitalistas querem aproveitar a crise financeira para retirar direitos dos trabalhadores (clique aqui para ler)

O interesse de rapina dos capitalistas sobre os direitos dos trabalhadores não é motivado pela crise. Muitos antes, ainda nos sombrios anos de FHC, eles já defendiam isso.

Ameaçados pelo desemprego, os trabalhadores são forçados a aceitar redução de direitos.

Pergunta: Quando a crise acabar, os capitalistas aceitarão, sem resistências, que esses direitos sejam restabelecidos?

O governo reduziu impostos e criou linhas especiais de financiamento e mesmo assim os capitalistas não param de demitir.

Agora, o governo "estuda" reduzir tributos sobre a folha de pagamento.

Mas são esses tributos que sustentam, entre outras coisas, a previdência social.

Depois, vão querer uma nova reforma da previdência para retirar ainda mais direitos dos trabalhadores.

A incerteza quanto à permanência no emprego reduz o consumo, o que agrava a crise.

A MELHOR POLÍTICA PARA COMBATER A CRISE É GARANTIR O EMPREGO.

O que o governo tem que fazer é jogar duro com os capitalistas e os banqueiros para impedir que eles demitam.

A PROPOSTA DE REDUÇÃO DOS DIREITOS TRABALHISTAS É UMA ARMADILHA. Os capitalistas querem manter suas altíssimas taxas de lucros às custas dos trabalhadores.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Exército dos EUA abrigou oficiais nazistas




Você certamente deve achar que a foto acima foi tirada de alguma construção alemã durante o III Reich?

Certo?

Errado!

Essa fotografia foi tirada em 2007.

É A FOTO DE UMA BASE NAVAL DOS EUA NA CALIFÓRNIA.

Quando a II Guerra Mundial estava perto de seu fim, com o Exército Vermelho libertando e servindo de inspiração para dezenas de países, muitos oficiais nazistas fizeram pactos secretos com os EUA.

Os nazistas se comprometiam a ensinar e treinar os norte-americanos na luta contra a União Soviética e o Socialismo. Em troca, os EUA escondia-os da Justiça.

O governo dos EUA diz que a forma dos prédios é uma coincidência.

Você acredita?

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O Sistema Bancário precisa ser Nacionalizado


A atual - porém não a última - crise financeira demonstrou a instabilidade e a fragilidade do capitalismo de uma maneira tão clara e incontestável que até economistas do Financial Times (FT) pregam a nacionalização do sistema bancário.

Isso mesmo: um economista do Financial Times dizendo que o melhor é que os bancos sejam nacionalizados!

(O que você acha disso, Miriam Leitão?)

Em seu blog, o articulista do FT, Prof. Willem Buiter, vê na nacionalização do sistema bancário a única saída para a crise. (clique aqui para ler o artigo)

Para ele, todas as outras medidas resultarão em fracasso.

Se o governo injetar dinheiro nos bancos sem puní-los, como vem fazendo o governo dos EUA, acabará por incentivar e proteger as práticas bancárias lesivas ao sistema financeiro. As mesmas que foram o estopim da crise.

Se, ao contrário, emprestar dinheiro a taxas punitivas, como vem fazendo o governo da Alemanha, os bancos buscarão a maior liquidez possível para evitar esse "socorro punitivo". Na prática, isso significa congelar a oferta de crédito e buscar títulos públicos. Assim, os bancos tornariam-se zumbis sem condições de emprestar para as familias e as empresas, ou seja, sem condições de serem bancos.

A conclusão é taxativa e já é revelada no próprio título do artigo: "É hora dos bancos passarem ao controle público total."

Evidentemente, Buiter "tranquiliza" seus leitores dizendo, ao final do artigo, que a nacionalização deve ser temporária.

Pergunto eu: por que apenas temporária, Prof. Buiter?

Até que as coisas voltem ao normal?

Que normal?

Até que os bancos voltem a ter lucros bilionários às custas da especulação financeira que prejudica milhões de pessoas em todo mundo, principalmente nos países pobres?

Esse é o normal?

A crise atual não é um acidente de percurso. Ela é o resultado de condições estruturais do sistema financeiro internacional.

Parece cada vez mais claro que a mudança dessas condições passa, obrigatoriamente, pela nacionalização - definitiva - dos bancos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Bancos estrangeiros são os que mais especulam com Títulos Públicos

Quando o sistema bancário nacional entrou em crise, na segunda metade da década de 1990, o governo apresentou como solução, entre outras coisas, a privatização dos bancos estaduais e a entrada dos bancos estrangeiros.

À época, a Constituição vinculava a entrada de bancos estrangeiros aos interesses nacionais. Isso, entretanto, não foi problema, pois o governo (FHC) declarou que a entrada desses bancos era do interesse da nação.

Passados quase 15 anos desse processo, várias avaliações podem ser feitas:

*No período de crise (1997-1999) foram os bancos estrangeiros os que, comparativamente, mais especularam com títulos públicos.

*Os bancos estrangeiros são também os mais rígidos na reversão de posturas defensivas (situação em que o crédito é contraído).

*Mesmo nos períodos de liquidez (2003-2007), a participação de títulos públicos no ativo dos bancos estrangeiros é, comparativamente, a mais elevada.

*A participação percentual do crédito nessa categoria de banco é menos sensível aos ganhos com títulos, indicando que a redução das taxas e juros (e consequentemente do rendimento dos títulos públicos) tem pouco efeito sobre a oferta de crédito.

Essas são algumas das conclusões da Dissertação de Mestrado, apresentada pelo autor desse blog, ao Institituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia e aprovada no dia 26 de janeiro de 2009.

Os bancos estrangeiros não modificaram o sistema bancário nacional. Pelo contrário, adaptaram-se a ele, auferindo grandes lucros.

E os interesses nacionais? Em 2003, a Constituição foi alterada e o artigo que vinculava os bancos estrangeiros aos interesses nacionais foi revogado...